A 15ª edição do Big Brother Brasil está prestes a começar. E, como
sempre, vem acompanhada de muitas críticas. Reprovar o programa se
tornou prova de sensatez, enquanto que admitir que o assiste se tornou
sinal de alienação e ignorância. De maneira fria e rápida, farei umas
considerações:
1. Dos fatores que tiram um programa de TV do ar, campanhas dificilmente conseguem resultado, principalmente quando não são unanimidades ou quando o programa em questão não se enquadra em atividades completamente fora da legalidade. No caso do BBB, bem ou mal, nunca houve algo que realmente ofendesse toda a sociedade de forma contundente a ponto de retirá-lo do ar, ao contrário do que houve, por exemplo, na única edição árabe do programa, em que era inaceitável àquela sociedade a interação entre homens e mulheres por tanto tempo no mesmo ambiente. Diante da reprovação em massa, a edição sequer foi concluída.
2. Como eu já disse certa vez, o BBB é um programa ruim, e tão ruim quanto qualquer outro programa de TV. Mas considerando o potencial nocivo, há coisas muito piores na TV atual, como os programas policiais da hora do almoço que exibem cadáveres ensanguentados sem uma mísera tarja.
3. A audiência do BBB tem caído ano a ano. Por desgaste. Logo, não adianta criar toda uma argumentação científica e filosófica para convencer as pessoas a não assistirem algo que elas simplesmente estão deixando de assistir por falta de interesse.
4. É mais fácil o Big Brother refletir os maus valores que a própria sociedade já tem do que impor seus maus valores a essa sociedade que está longe de ser perfeita.
5. Big Brother é um formato que perdura tanto no Brasil como em países com média de escolaridade bem maior. Portanto, a premissa de que a audiência do BBB é formada unicamente por pessoas ignorantes é mais uma ideia preconceituosa do que um fato comprovado.
6. Vejo com frequência pessoas criticando o BBB por falta de conteúdo, embora mal saibam a diferença entre ascetismo e hedonismo ou falhem ao tentar localizar a Argentina num mapa-múndi. Quando uma pessoa avalia algo ou alguém como "sem conteúdo" ela usualmente consulta seus próprios valores, conhecimentos e experiências de vida que, na visão de um terceiro, também podem ser suficientes para enquadrarem-na como uma pessoa "sem conteúdo".
7. Há diversões mais edificante que assistir BBB (ou qualquer programa). Ler um livro, por exemplo. Mas há livros tão ou mais fúteis que o BBB. E ninguém está impedido de assistir BBB e ler livros de forma simultânea.
Na verdade, ninguém é (ou não deveria ser) obrigado a nada. Nem a assistir, nem a não assistir. Em outras palavras, em pleno ano de 2015, com tantas opções para quem gosta ou não gosta de qualquer coisa, campanhas anti-BBB não me dão nada além de preguiça.
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| Melhor imagem de Pedro Bial de todos os tempos! |
1. Dos fatores que tiram um programa de TV do ar, campanhas dificilmente conseguem resultado, principalmente quando não são unanimidades ou quando o programa em questão não se enquadra em atividades completamente fora da legalidade. No caso do BBB, bem ou mal, nunca houve algo que realmente ofendesse toda a sociedade de forma contundente a ponto de retirá-lo do ar, ao contrário do que houve, por exemplo, na única edição árabe do programa, em que era inaceitável àquela sociedade a interação entre homens e mulheres por tanto tempo no mesmo ambiente. Diante da reprovação em massa, a edição sequer foi concluída.
2. Como eu já disse certa vez, o BBB é um programa ruim, e tão ruim quanto qualquer outro programa de TV. Mas considerando o potencial nocivo, há coisas muito piores na TV atual, como os programas policiais da hora do almoço que exibem cadáveres ensanguentados sem uma mísera tarja.
3. A audiência do BBB tem caído ano a ano. Por desgaste. Logo, não adianta criar toda uma argumentação científica e filosófica para convencer as pessoas a não assistirem algo que elas simplesmente estão deixando de assistir por falta de interesse.
4. É mais fácil o Big Brother refletir os maus valores que a própria sociedade já tem do que impor seus maus valores a essa sociedade que está longe de ser perfeita.
5. Big Brother é um formato que perdura tanto no Brasil como em países com média de escolaridade bem maior. Portanto, a premissa de que a audiência do BBB é formada unicamente por pessoas ignorantes é mais uma ideia preconceituosa do que um fato comprovado.
6. Vejo com frequência pessoas criticando o BBB por falta de conteúdo, embora mal saibam a diferença entre ascetismo e hedonismo ou falhem ao tentar localizar a Argentina num mapa-múndi. Quando uma pessoa avalia algo ou alguém como "sem conteúdo" ela usualmente consulta seus próprios valores, conhecimentos e experiências de vida que, na visão de um terceiro, também podem ser suficientes para enquadrarem-na como uma pessoa "sem conteúdo".
7. Há diversões mais edificante que assistir BBB (ou qualquer programa). Ler um livro, por exemplo. Mas há livros tão ou mais fúteis que o BBB. E ninguém está impedido de assistir BBB e ler livros de forma simultânea.
Na verdade, ninguém é (ou não deveria ser) obrigado a nada. Nem a assistir, nem a não assistir. Em outras palavras, em pleno ano de 2015, com tantas opções para quem gosta ou não gosta de qualquer coisa, campanhas anti-BBB não me dão nada além de preguiça.
O Cabrito Maltês é um blog de opinião. Se você não gostou do que leu não se apoquente, não escrevemos para agredir mas para lhe dar a conhecer um ponto de vista sobre o assunto. Abstenha-se de comentários insultuosos, de incitamento à violência, de pregação religiosa ou discriminatórios. Se encontrar algo assim o seu comentário será ruminado.
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