No centro de Londres foram colocados pregos no chão para evitar que sem-abrigos se deitassem à porta de lojas. Tal como se faz com os pombos, Londres tentou espantar quem nada tem.
As imagens circularam na Internet a uma velocidade assombrosa, tal como tudo que é colocado on-line mas não deixou ninguém indiferente. Em Londres os sem-abrigos foram tratados como pombos, como uma praga para ser afugentada.
A pressão pública venceu, as pessoas mobilizaram-se contra aquilo que foi um acto desumano e os pregos foram tirados.
Os lojistas e moradores consideram que os sem-abrigos dão mau aspecto à rua, que trazem problemas de segurança. Os humanistas acham que não é daquela que forma que se resolve os problemas e com razão.
Um agricultor coloca um espantalho no meio da seara para evitar que os pássaros comam a sua sementeira e as douradas espigas. Existe um propósito lógico. Querem evitar perdas na colheita ou que ela seja destruída mas que raio de propósito há em tratar mal um outro ser humano?
As lojas alegam perda de lucro, pois as pessoas evitam os sem-abrigos, alegam maus-cheiros e lixo mas os sem-abrigos não conseguem tomar banho todos os dias. Preferem uma atitude cruel do que chamar a intervenção da acção social do país.
Provavelmente a maciez da almofada e dos cobertores deve os fazer esquecer dos outros. Se eles tivessem que se deitar no chão duro tendo como colchão uns pedaços de cartão manchado talvez tivessem uma outra visão sobre o assunto.
Quem é sem-abrigo não merece o nosso julgamento. As inúmeras razões que levam alguém para este destino são demasiado desestruturantes. Elas incluem vícios variados (álcool, drogas, jogo), desemprego, desajustamento psicossocial, abandono e por aí adiante.
O objectivo de uma sociedade evoluída e progressista não é mascarar os problemas existentes. Deve ser cada vez mais a inclusão e não a exclusão. Deve ser a solidariedade e não o egoísmo.
As imagens circularam na Internet a uma velocidade assombrosa, tal como tudo que é colocado on-line mas não deixou ninguém indiferente. Em Londres os sem-abrigos foram tratados como pombos, como uma praga para ser afugentada.A pressão pública venceu, as pessoas mobilizaram-se contra aquilo que foi um acto desumano e os pregos foram tirados.
Os lojistas e moradores consideram que os sem-abrigos dão mau aspecto à rua, que trazem problemas de segurança. Os humanistas acham que não é daquela que forma que se resolve os problemas e com razão.
Um agricultor coloca um espantalho no meio da seara para evitar que os pássaros comam a sua sementeira e as douradas espigas. Existe um propósito lógico. Querem evitar perdas na colheita ou que ela seja destruída mas que raio de propósito há em tratar mal um outro ser humano?
As lojas alegam perda de lucro, pois as pessoas evitam os sem-abrigos, alegam maus-cheiros e lixo mas os sem-abrigos não conseguem tomar banho todos os dias. Preferem uma atitude cruel do que chamar a intervenção da acção social do país.
Provavelmente a maciez da almofada e dos cobertores deve os fazer esquecer dos outros. Se eles tivessem que se deitar no chão duro tendo como colchão uns pedaços de cartão manchado talvez tivessem uma outra visão sobre o assunto.
Quem é sem-abrigo não merece o nosso julgamento. As inúmeras razões que levam alguém para este destino são demasiado desestruturantes. Elas incluem vícios variados (álcool, drogas, jogo), desemprego, desajustamento psicossocial, abandono e por aí adiante.
O objectivo de uma sociedade evoluída e progressista não é mascarar os problemas existentes. Deve ser cada vez mais a inclusão e não a exclusão. Deve ser a solidariedade e não o egoísmo.
O Cabrito Maltês é um blog de opinião. Se você não gostou do que leu fique sabendo que também não o escrevemos para o agradar mas sim dar-lhe a conhecer um ponto de vista sobre o assunto. Abstenha-se de comentários insultuosos, de incitamento à violência, de pregação religiosa ou discriminatórios. Se encontrar algo assim o seu comentário será ruminado.
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