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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

7 coisas que tenho a dizer para quem odeia o Big Brother Brasil

A 15ª edição do Big Brother Brasil está prestes a começar. E, como sempre, vem acompanhada de muitas críticas. Reprovar o programa se tornou prova de sensatez, enquanto que admitir que o assiste se tornou sinal de alienação e ignorância. De maneira fria e rápida, farei umas considerações:
Melhor imagem de Pedro Bial de todos os tempos!

1. Dos fatores que tiram um programa de TV do ar, campanhas dificilmente conseguem resultado, principalmente quando não são unanimidades ou quando o programa em questão não se enquadra em atividades completamente fora da legalidade. No caso do BBB, bem ou mal, nunca houve algo que realmente ofendesse toda a sociedade de forma contundente a ponto de retirá-lo do ar, ao contrário do que houve, por exemplo, na única edição árabe do programa, em que era inaceitável àquela sociedade a interação entre homens e mulheres por tanto tempo no mesmo ambiente. Diante da reprovação em massa, a edição sequer foi concluída.

2. Como eu já disse certa vez, o BBB é um programa ruim, e tão ruim quanto qualquer outro programa de TV. Mas considerando o potencial nocivo, há coisas muito piores na TV atual, como os programas policiais da hora do almoço que exibem cadáveres ensanguentados sem uma mísera tarja.

3. A audiência do BBB tem caído ano a ano. Por desgaste. Logo, não adianta criar toda uma argumentação científica e filosófica para convencer as pessoas a não assistirem algo que elas simplesmente estão deixando de assistir por falta de interesse.

4. É mais fácil o Big Brother refletir os maus valores que a própria sociedade já tem do que impor seus maus valores a essa sociedade que está longe de ser perfeita.

5. Big Brother é um formato que perdura tanto no Brasil como em países com média de escolaridade bem maior. Portanto, a premissa de que a audiência do BBB é formada unicamente por pessoas ignorantes é mais uma  ideia preconceituosa do que um fato comprovado.

6. Vejo com frequência pessoas criticando o BBB por falta de conteúdo, embora mal saibam a diferença entre ascetismo e hedonismo ou falhem ao tentar localizar a Argentina num mapa-múndi. Quando uma pessoa avalia algo ou alguém como "sem conteúdo" ela usualmente consulta seus próprios valores, conhecimentos e experiências de vida que, na visão de um terceiro, também podem ser suficientes para enquadrarem-na como uma pessoa "sem conteúdo".

7. Há diversões mais edificante que assistir BBB (ou qualquer programa). Ler um livro, por exemplo. Mas há livros tão ou mais fúteis que o BBB. E ninguém está impedido de assistir BBB e ler livros de forma simultânea.

Na verdade, ninguém é (ou não deveria ser) obrigado a nada. Nem a assistir, nem a não assistir. Em outras palavras, em pleno ano de 2015, com tantas opções para quem gosta ou não gosta de qualquer coisa, campanhas anti-BBB não me dão nada além de preguiça.



O Cabrito Maltês é um blog de opinião. Se você não gostou do que leu não se apoquente, não escrevemos para agredir mas para lhe dar a conhecer um ponto de vista sobre o assunto. Abstenha-se de comentários insultuosos, de incitamento à violência, de pregação religiosa ou discriminatórios. Se encontrar algo assim o seu comentário será ruminado.
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